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sábado, 25 de junho de 2016

AS TRANSFORMAÇÕES DA MPB

Conheço a Patricia, autora do livro e, consigo perceber nas poucas vezes em que conversamos, que ela é uma mulher destemida e de pontos de vista muito bem estruturados e definidos. Mestra em Ciências Sociais e graduada em Educação Artística, foi professora da rede pública em bairros carentes da periferia de São Paulo. Mas foi da experiência em sua própria família que nasceu a ideia de falar sobre o racismo estrutural no Brasil.

E o livro "As transformações da MPB - Um processo de branqueamento?" levanta questionamentos  preciosíssimos e ousados de como as estruturas de poder se movimentam para excluir os negros no que tange a visibilidade de sua arte, dando ao brancos os créditos de suas criações.

Longe de acusar pessoas, o que seria um risco, e esta ai a ousadia de tratar deste tema, avaliando o contexto histórico da criação da Bossa Nova e da Jovem Guarda, Patricia levanta questões de doutrinamento social em prol da criação de uma sociedade americanizada e elitista para que o mundo tenha uma visão de um Brasil que não existe. Cria-se uma democracia social que na verdade é uma maquiagem para a verdade e, que está explicita e neste tempo se mostra cada vez mais, o Brasil é um pais RACISTA.

Em palestra no lançamento do livro, realizada aos Jovens de uma comunidade religiosa na Zona Leste de São Paulo, a autora sinaliza que o processo não parou por ai, e envolve a esfera de outros ritmos musicas incluindo o Rock e até o pagode.

Recomendo a leitura, ansioso pelos próximos volumes.

As transformações da MPB - Um processo de branqueamento?
Autora Patricia Crepaldi
Editora Multifoco
Pg. 134

O DEUS QUE ME TOCA A PELE

Nada mais sugestivo que um livro religioso com este titulo em um mundo onde o corpo é tido como morada de todos os mais vis desejo s e das obras da carne do que como o templo do Espírito Santo. Onde os sentimentos, sensações de prazer, tristeza, alegria, dor, entre outros,, são reduzidos  a um coração enganoso e, por isso, não podem ser meio de um encontro com o divino. Uma inversão dos valores cristãos que há muito vem descaracterizando o evangelho de Jesus e criando cristão egoístas, robotizados em seus pensamentos e desumanizados.

O pastor da Igreja Betesda em Fortaleza, cantos e compositor com dois CDs lançados, coloca neste livro, em palavras e poesias toda a ousadia que já permeiam suas pregações e reflexões. Um olhar humano e por isso mais divino em cada releitura das historia bíblicas, que cheias de detalhes importantíssimos,  foram maculadas por interpretações dirigidas por uma visão distorcida da divindade e seu relacionamento com os homens.

Uma leitura que emociona ao perceber o amor de Deus e o seu cuidado para que o homem se encontre com a imagem e semelhança de seu Criador, sem descaracterizar o valor de sua humanidade. Um retorno a inocência das relação - Deus e homem - maculada pela sedução da serpente.

A cada capitulo esta percepção do Deus que nos toca a pele vai crescendo até culminar no Deus que se faz humano, e experimenta os sentimentos, saberes, sabores de uma existência onde Deus é Emanuel, que caminha com a gente e se preocupa com nossa vida hoje.

Recomendo a leitura.

O Deus que me toca a pele.
Autor Marcio Cardoso
Editora Chiado
Pg. 183

sábado, 11 de junho de 2016

MAY

Maio é geralmente o mês que mais leio. Será que é porque é o mês do meu aniversário e consequentemente ganhe livros? Isso não importante tanto, mas as dicas de livros deste mês sim.

O fio das missangas
Mia Couto

Nunca tinha lido Mia Couto, comecei a me interessar desinteressadamente quando uma conhecida começou a pesquisa-lo para um trabalho de finalização de curso. Ela fazia comentários sobre o autor, publicava contos, fotos, vídeos, mas não foi o bastante para me interessar até uma outra amiga fazer uma venda de alguns livros a preços maravilhosos e acabei comprando. Para mim,  Mia Couto esta para a puberdade, sensualidade como Rubem Alves esta para a infância, espiritualidade. Mia fala sobre as coisas da vida, sua crueldade, a luta de gente pobre e suas mazelas, mas de forma bela e atraente. Vale a pena conferir o livro, mas aviso que o primeiro conto e chocante.


Metamorfose
Franz Kafka

Um livro que se tornou um clássico, uma historia repugnante e comovente. Me surpreendi com o livro, muito mais que a historia de um rapaz que vira "barata" o drama familiar e a forma com que eles lidam com o diferente é retratado de forma maravilhosa.  Além da questão pessoal do autor com o pai, que fica retratada nas entrelinhas do livro. Recomendo.




Madame Bovary
Gustave Flaubert

 Uma leitura das que não gosto muito, não tenho muita paciência para descrições detalhistas e intermináveis, mas por ser um clássico resolvi me esforçar a ler, mesmo que lentamente para conseguir ter paciência. A historia é interessante e foi um marco em sua época, sendo inclusive o autor processado por atentado a moral e bons costumes ao criticar de forma tão verdadeira algumas questões de sua época. Chama a atenção a linha psicológica traçada com perfeição da personagem principal, suas angustias, aflições e anseios, seus desejos e aspirações.


Boa leitura!!

sábado, 28 de maio de 2016

QUEM DERA, UM DIA

Quem me dera que um dia
Tenha oportunidade
Viver amor de verdade
Que seja minha companhia

na tristeza, na alegria
sem frescura, sem vaidade.

Que apenas em um momento
seu olhar de verdade
Aqueça meu coração e
segure minha mão
caminhando em liberdade
Ser apenas o que sou.
sem disfarçar o nosso amor, ter cumplicidade.
Essa vida é só um momento, passagem de pensamento diante da infinidade.


Texto de Mari Marinalva.
Publicado com autorização -  texto inspirado em uma declaração feita por meu marido em meu aniversário (27/05/16)

quinta-feira, 26 de maio de 2016

AH, MAS OS HOMENS TÊM QUE USAR GRAVATAS

Em Londres, uma recepcionista foi mandada pra casa por sua empresa, por se recusar a trabalhar de salto alto. A notícia se espalhou e sociedade inglesa colocou o tema em debate. Ah, mas os homens têm que usar gravata. Na sociedade tradicional do Brasil varonil, mulheres devem andar bem vestidas, de preferência usando salto. Ah, mas os homens têm que usar gravata.

Mulheres devem ser magras, elegantes, suficientemente sensuais, suficientemente recatadas, montadas no salto, depiladas, escovadas, com cada fio branco devidamente pintado, não podem ter olheiras nem usar um corretivo vagabundo que acentue as marcas de expressão. Não devem esquecer o rímel, nem o batom, que também não deve ser vermelho pra não ficarem parecendo vadias. Que a roupa seja atraente mas não marque muito o corpo, porque senão fica vulgar, mas também não pode ser muito fechada, senão fica muito pudica, fica feia. A mulher tem que pintar as unhas. Tirar cutículas. Depilar o buço. Pinçar as sobrancelhas. Cuidar da dieta. Malhar. Ler, porque nada mais chato do que mulher que não tem assunto. Tem que ter assunto, mas não pode falar muito, senão assusta o homem. Ah, mas os homens têm que usar gravata.

As casadas têm que ser esposas cuidadosas, têm que olhar as coisas da casa, têm que ser boas mães e ainda preparar surpresinhas para “segurarem” o marido. Mulheres devem aceitar cantadas na rua como agradáveis. Se forem bonitas e fecharem a cara, pode parecer que são metidas. Se forem “feias” e ainda assim fecharem a cara, podem parecer mal agradecidas. Mulheres estão na rua para enfeitar o mundo dos homens. E precisam estar impecáveis, porque eles vão olhar e vão cantar. Ah, mas os homens têm que usar gravata.

Mulheres têm jornada dupla: uma em casa pra não serem acusadas de desleixo, outra fora de casa para que não sejam chamadas de dondocas preguiçosas sustentadas pelo seus homens. Aliás, mulheres têm que ter um homem. Senão são encalhadas, mal amadas e não cumpriram seu grande papel social, que é o de se casar e ter filhos. E cuidar dos filhos. E mantê-los limpos, educados, finos, elegantes e não-sinceros. Polidos. Ah, mas os homens têm que usar gravata.

Mulheres não podem reclamar dessas coisas, porque é feio ficar de mimimi. Pois quer saber? Manda logo esse raio de gravata pra cá, deixa que eu uso. E vá você pra minha depilação, pro meu cabelereiro
, vá você tomar cantada na rua quando você não está a fim, vá você ser chamado de burro, de histérico, vá você subir no salto que eu não quero usar pra trabalhar e fique com ele o dia inteiro. Vá você ser chamado de vadio, de vagabundo, vá ser ameaçado de estupro, vá ser ridicularizado quando dá sua opinião sobre qualquer coisa. E não reclame. Não me venha com mimimi.

Dê cá essa sua gravata. E também a oportunidade de ser selecionada para o seu cargo e o seu salário. E leve consigo o meu pacote.

Ana Cris Gontijo.
Publicado com autorização.

domingo, 8 de maio de 2016

SER SALVO PARA SER HUMANO

Com menos de 80 páginas e uma linguagem simples e objetiva, Laercio Amorim de forma muito ousada e instigante, literalmente põe a pulga atrás da orelha questiona a doutrina da salvação. Longe do lugar comum onde se encontram a maioria dos cristãos protestantes (evangélicos), o livro faz uma analise do conceito de pecado, salvação, paraíso e o pós morte.

Como um professor querendo se fazer entender claramente, mas desejando que o aluno se interesse, se aprofunde e levante seus próprios questionamentos e argumentos, o livro tem aquele sabor de quero mais e o desejo de se aprofundar nos temas só aumenta a cada capitulo.

Laercio fala de uma salvação para o aqui e agora, uma salvação que nos faz perder de vista o Paraíso e nos firma os pés no Reino dos Céus estabelecido entre os homens. Uma salvação que nos afasta do ideal utópico de perfeição e nos desperta para a nossa humanidade, pois o erro de alvo de Adão e Eva foi "querer ser igual a Deus" desprezando que foram criados a sua imagem e semelhança.

Ser salvo para ser humano fala da plenitude da salvação para o hoje, para o nosso tempo, fala de uma salvação não somente para si mas que nos leva em direção ao outro.

Recomendo a leitura para você que gosta de ser desafiado em suas crenças e fé.
Seria uma maravilha ele fazer palestras sobre o tema.

Ser Salvo para Ser Humano
Autor: Laercio Amorim
Fonte Editorial


segunda-feira, 4 de abril de 2016

MATURIDADE: MEU CORPO MINHAS REGRAS

Digo, pois, que todo o tempo que o herdeiro é menino em nada difere do servo, ainda que seja senhor de tudo; Mas está debaixo de tutores e curadores até ao tempo determinado pelo pai. Assim também nós, quando éramos meninos, estávamos reduzidos à servidão debaixo dos primeiros rudimentos do mundo. Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei para  remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos. E, porque sois filhos, Deus enviou aos vossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai. Assim que já não és mais servo, mas filho; e, se és filho, és também herdeiro de Deus por Cristo. - Gálatas 4:1-7

Como já vimos nos dois primeiros textos sobre o tema maturidade, entendemos que a maturidade, não está relacionada ao tempo de vida, mas sim, às experiências vividas no tempo. E no texto acima Paulo descreve que, Deus aguardou até a plenitude dos tempos, para revelar-se de uma forma totalmente nova e diferenciada. Deus em sua sabedoria aguardou pacientemente para que Israel aprendesse com todas as experiências dolorosas que sofreu, que Deus é bondoso e amoroso.

Paulo, nos dá um relato simples, mas simbólico do processo de maturidade que passou a humanidade, do seu tempo de menino sob tutela até a maturidade:

1. Infância: Adão e Eva por ter uma visão equivocada do mundo e de Deus:

Como crianças mimadas enganadas pelos presentes que ganham, ao se verem num jardim criado para eles, acreditaram que deveriam ter tudo, inclusive ser "como Deus" - conhecedores do bem e do mau e tomaram da árvore que Deus havia dito que pertencia a Ele.

"Deus não nos ama e esta pronto para nos punir, por isso, devemos fazer tudo para não deixá-lo mais zangado que já é".

2. Escola: É o período dos patriarcas, juízes, reis e profetas. Onde a Lei é dada, pois a criança precisa de balizadores para seu comportamento, o faça assim e não assim é imprescindível para mantê-las em disciplina. Porém já era dado indícios da necessidade de pensarem por si só. 

"De maneira que a lei nos serviu de aio, para nos conduzir a Cristo, para que pela fé fôssemos justificados". - Gálatas 3:24

3. Plenitude dos tempos: Em Jesus, Deus desfaz todo o equivoco sobre sua imagem de velho rabugento e irado, e mostra toda a sua face amorosa, adotando toda a humanidade como filhos legítimos, pelo Espirito que clama Aba-Pai!

A plenitude dos tempos, é este tempo de maturidade, onde regras e preceitos não são mais necessários, e sim, uma nova forma de viver e encarar o mundo. É como se Cristo estivesse reivindicando: "MEU CORPO, MINHAS REGRAS".

Em várias referencias dos evangelhos, Jesus se utiliza de uma frase aparentemente simples, mas repleta de simbolismo: "Eu porém vos digo"; Antes de apenas simbolizar que com sua morte e ressurreição, a Lei seria cumprida e por isso abolida (Romanos 10:4), Jesus chama a atenção do povo para uma espiritualidade mais profunda, isto é, que excedesse o legalismo excessivo dos escribas e fariseus que priorizavam a lei antes da vida (Mateus 5:20). O que é também testificado pelo autor da carta aos Hebreus:

Porque se aquela primeira - Lei - fora irrepreensível, nunca se teria buscado lugar para a segunda (...) Porque repreendendo-os lhes diz: (...) estabelecerei uma nova aliança (...) porei as minhas leis no seu entendimento, e em seu coração as escreverei (...) porque serei misericordioso para com suas iniquidades, e de seus pecados e prevaricações não me lembrarei mais. Dizendo nova aliança, envelheceu a primeira. Ora, o que foi tornado velho, e se envelhece, perto está de acabar. - Hebreus 8:7-13

A obra que estava por ser realizada por Jesus, por meio de sua morte e ressurreição, estabeleceria um novo tempo, onde não caberia legalismos, e sim, uma fé que atua pelo amor, pois o amor é o cumprimento da Lei. (Romanos 13:10).  


4. Meu corpo, minhas regras: Mesmo após o clamor do Espirito Santo a Pedro para este entendimento, de que em Jesus até os gentios seriam salvos pela fé, sem as obras da lei (Atos 10 ), e não havendo entendimento por ele, mas dissimulação; Paulo entende que foi chamado para evangelizar os gentios (Gálatas 2). E a partir de então, nos chama ao despertamento para esta nova realidade. Em diversos trechos de suas cartas, ele convoca a igreja, a vivenciar esta maturidade, a deixar de lado os preceitos de homens e experimentar a nova vida em Cristo.

"E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores, querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo; Até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito, à medida da estatura completa de Cristo, para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento de doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia enganam fraudulosamente. Antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo, do qual todo o corpo, bem ajustado, e ligado pelo auxílio de todas as juntas, segundo a justa operação de cada parte, faz o aumento do corpo, para sua edificação em amor" - Efésios 4:11-16

Paulo nos desafia a uma experiência de fé, em comunidade e em amor, sinalizando que nosso crescimento espiritual virá desta experiência até que cheguemos a estatura de Cristo, devendo então, buscar ardentemente o alimento espiritual necessário para isto.

A questão é, onde se perdeu toda esta busca por maturidade solicitada por Paulo que o faz clamar:  "Quem vos fascinou insensatos Gálatas, para não obedecerdes a verdade (...) tendo começado pelo espírito, acabeis agora pela carne?".

1. Na negligencia do homem com as coisas espirituais.

"Do qual muito temos que dizer, de difícil interpretação; porquanto vos fizestes negligentes para ouvir. Porque, devendo já ser mestres pelo tempo, ainda necessitais de que se vos torne a ensinar quais sejam os primeiros rudimentos das palavras de Deus; e vos haveis feito tais que necessitais de leite, e não de sólido mantimento. Porque qualquer que ainda se alimenta de leite não está experimentado na palavra da justiça, porque é menino. Mas o mantimento sólido é para os adultos, os quais, em razão da prática, têm os sentidos exercitados para discernir tanto o bem como o mal." - Hebreus 5:11-14

O autor da carta inicia dizendo que tem mais a falar sobre a obra de Cristo, coisas mais profundas, entretanto o povo era negligente ao ouvir. Isto é, não davam a devida importância ou atenção, eram preguiçosos e desleixados no ouvir a palavra, e isso impossibilita o crescimento da fé. "De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus" (Romanos 10:17). Paulo, ainda afirma em Romanos 10 que, por desconhecerem a justiça de Deus, procuramos estabelecer nossa própria justiça, negando a justiça que vem de Cristo. O motivo de tal debilidade era consequência direta de serem ouvintes tardios em colocar em pratica a palavra de Deus. "Tornai-vos pois, praticantes da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos, a vós mesmos" (Tiago 1:19-27)

Paulo afirma que cristão criança, imaturo, é ainda um cristão carnal, egoísta, que busca seus próprios interesses e vontades. Como já vimos, são pessoas que tem incapacidade de se aprofundar nas verdades bíblicas, é levado por doutrinas humanas, demostra desinteresse pelas coisas espirituais, tem temperamento sensível, se ofende por qualquer motivo, e quer tudo a seu modo, sendo apenas espectador e não ativo na igreja.

2. Disposição para buscar apenas o que é do próprio interesse:

"Pois virá o tempo em que não suportarão a sã doutrina; ao contrário, sentindo coceira nos ouvidos, juntarão mestres para si mesmos, segundo os seus próprios desejos. E desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas" - 2 Timóteo 4:3-4

Quantas religiões, igrejas e teorias teológicas existem? Quantas surgem a cada dia? Nada disso é novo ou não foi previsto. O próprio Jesus afirmou que surgiriam falsos cristos e que enganariam a muitos.

Perdemos a capacidade de discernir o Espirito de Deus, pois aquilo que soa agradável aos nossos ouvidos e interesses do coração, se tornam instantaneamente "verdade". Porém a verdade nos confronta em nossa identidade, em nosso caráter, em nossos afetos, livrando-nos do engano de que somos perfeitos e plenos. 

Paulo quando fala de maturidade, trata de comportamento e disposições afetivas e mentais, ele fala de maturidade com as lentes do amor, com um único propósito, que Cristo seja o cabeça.

"O propósito é que não sejamos mais como crianças, levados de um lado para outro pelas ondas, nem jogados para cá e para lá por todo vento de doutrina e pela astúcia e esperteza de homens que induzem ao erro. Antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo" - Efésios 4:14,15

Pensei nisso!!